March 24th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia
Baltazar Estaço (1570-16??)
Se vós víreis donzela que amimava
uma serpe cruel que a ofendia,
e que esta mais amava, e mais queria,
sem embargo do mal que lhe causava,
se vísseis que esta mesma a quem amava,
em pago deste amor a destruía,
e tanto com mor fúria a perseguia,
quanto com mores mimos a afagava,
não pasmáreis de ver que estava entregue
a […]
March 18th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia,
Tradução: verso
Em dezembro de 2006 Ruy Goiaba postou um belo, leve e curto poema de William Carlos Williams, e decidi arriscar uma tradução.
A propósito: isto é uma saxífraga.
A Sort of Song
William Carlos Williams
Let the snake wait under
his weed
and the writing
be of words, slow and quick, sharp
to strike, quiet to wait,
sleepless.
— through metaphor to reconcile
the people and […]
March 11th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia
Soneto inglês nº 2
Manuel Bandeira
Aceitar o castigo imerecido,
Não por fraqueza, mas por altivez.
No tormento mais fundo o teu gemido
Trocar num grito de ódio a quem o fez.
As delícias da carne e pensamento
Com que o instinto da espécie nos engana
Sobpor ao generoso sentimento
De uma afeição mais simplesmente humana.
Não tremer de esperança nem de espanto.
Nada pedir nem […]
March 8th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Sobre tradução
Quem acompanha as discussões políticas americanas sabe que nos EUA a palavra liberal não é exatamente o que os brasileiros chamam de “liberal”. E seu sentido, tanto no Brasil como nos EUA, depende muito de quem está falando e um pouco menos de com quem se está falando.
Em termos puramente políticos, liberal pode significar o […]
March 4th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia
Antes de ler o poema desta semana, leia o famoso soneto de Olavo Bilac inspirado pelo personagem de Quincas Borba, ou não vai entender a piada:
Via láctea, XIII
“Ora (direis), ouvir estrelas! Certo
perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
que, para ouvi-las, muita vez desperto
e abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, […]