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Monthly Archive July, 2007

Ovídio no Terceiro Reich, de Geoffrey Hill

July 29th, 2007 by Pedro Sette Câmara in Tradução: verso

Geoffrey Hill / Trad. Pedro Sette Câmara
non peccat, quaecumque potest peccasse negare,
solaque famosam culpa professa facit.
(AMORES, III, xiv)
Gosto do meu trabalho e de meus filhos. Deus
é distante, difícil. Coisas dão-se.
Perto assim das antigas calhas de sangue
a inocência não é arma terrena.
Uma coisa aprendi: a não desprezar tanto
os condenados. Eles, em seu plano próprio,
têm estranha harmonia […]

Vilanias

July 23rd, 2007 by Pedro Sette Câmara in Tradução: verso

W. H. Auden / Trad. Pedro Sette Câmara
Somente os vis proferem vilanias,
por que são percebidos de imediato;
mas nobres platitudes… Sendo assim,
é preciso prestar muita atenção
para distinguir quem é bom de fato
de quem é vil e obteve posição.

Base words are uttered
W. H. Auden
Base words are uttered only by the base
And can for such at once be […]

Ítaca

July 15th, 2007 by Pedro Sette Câmara in Domingo com poesia

Konstantinos Kavafys / Tradução de Jorge de Sena
Quando partires de regresso a Ítaca,
deves orar por uma viagem longa,
plena de aventuras e de experiências.
Ciclopes, Lestrogónios, e mais monstros,
um Poseidon irado — não os temas,
jamais encontrarás tais coisas no caminho,
se o teu pensar for puro, e se um sentir sublime
teu corpo toca e o espírito te habita.
Ciclopes, […]

O tempo passado

July 8th, 2007 by Pedro Sette Câmara in Domingo com poesia

de Maria da Saüdade Cortezão
Houve um tempo
em que a mão erguia uma lanterna
e a noite se afastava um pouco, devagar.
Não se anulava.
A noite e o dia
abriam sulcos para o silêncio como um rio
e ao nosso lado caminhava sempre um espaço aberto.
Eu não recordo,
mas dizem-me que partíamos e tornávamos à casa
como o sangue parte e torna […]

Dez anos com Bruno Tolentino

July 1st, 2007 by Pedro Sette Câmara in Domingo com poesia

Importante: no Rio, a missa de sétimo dia de Bruno Tolentino será na quarta-feira, 4 de julho, às 11h30 da manhã, no Mosteiro de São Bento.

Conheci Bruno Tolentino na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em julho de 1997. Para quem chega agora, ou há pouco tempo, foi uma Bienal lendária: Olavo de Carvalho […]