Bruno Tolentino e a lição de Ezra Pound
August 27th, 2007 by Pedro Sette Câmara in Sobre literaturaHoje completam-se dois meses do falecimento de Bruno Tolentino, e o Portal Literal publica um texto meu a respeito dele.
Literatura e Tradução
Hoje completam-se dois meses do falecimento de Bruno Tolentino, e o Portal Literal publica um texto meu a respeito dele.
Hölderlin / Tradução de Manuel Bandeira
Não trago o coração mais puro e belo e vivo
desde que amo? Por que me afeiçoáveis mais
quando era altivo e rude,
palavroso e vazio?
Ah! Só agrada à turba o tumulto das feiras;
dobra-se humilde o servo ao áspero e violento.
Só crêem no divino
os que o trazem em si.
Leitura e comentário: 1m53s
Em seu […]
Karl Erik Schollhammer foi meu professor na PUC, um de meus favoritos. Além de dar aulas, ele, que é dinamarquês, dedica-se à tradução de textos daquelas línguas escandinavas, como algumas peças de Ibsen. Na homenagem a Bruno Tolentino que houve na DaConde na segunda, os alunos de Letras da PUC-Rio distribuíram exemplares de seu jornal, […]
Nesta terça, liga-me cedo o Martim para dizer que assistira à apuração dos votos do Prêmio Jabuti e que Bruno Tolentino ganhou o de poesia. Mas como, segundo as regras da Câmara Brasileira do Livro, autor falecido ganha mas não leva, o primeiro lugar foi transformado em homenagem póstuma.
Na segunda tivemos uma bela homenagem a […]
Na Livraria DaConde, no Leblon (naquela galeria da rua Conde de Bernadote), pontualmente às 20h30, várias pessoas lerão poemas de Bruno Tolentino, inclusive eu mesmo.
Fernando Pessoa, Mensagem, Primeira parte, I: Os Brasões
Os deuses vendem quando dão.
Compra-se a glória com a desgraça.
Ai dos felizes, porque são
só o que passa!
Baste a quem baste o que lhe basta
o bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
ter é tardar.
Foi com desgraça e com vileza
que Deus ao Christo definiu:
assim o oppoz […]
Op. cit., pp. 164-65
Paulo Henriques Britto, Tarde
“No poema moderno, é sempre nítida
uma tensão entre a necessidade
de exprimir-se uma subjetividade
numa personalíssima voz lírica
e, de outro lado, a consciência crítica
de um sujeito que se inventa e evade,
ao mesmo tempo ressaltando o que há de
falso em si próprio — uma postura cínica,
talvez, porém honesta, pois de boa-
fé o […]