July 29th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Tradução: verso
Geoffrey Hill / Trad. Pedro Sette Câmara
non peccat, quaecumque potest peccasse negare,
solaque famosam culpa professa facit.
(AMORES, III, xiv)
Gosto do meu trabalho e de meus filhos. Deus
é distante, difícil. Coisas dão-se.
Perto assim das antigas calhas de sangue
a inocência não é arma terrena.
Uma coisa aprendi: a não desprezar tanto
os condenados. Eles, em seu plano próprio,
têm estranha harmonia […]
July 23rd, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Tradução: verso
W. H. Auden / Trad. Pedro Sette Câmara
Somente os vis proferem vilanias,
por que são percebidos de imediato;
mas nobres platitudes… Sendo assim,
é preciso prestar muita atenção
para distinguir quem é bom de fato
de quem é vil e obteve posição.
Base words are uttered
W. H. Auden
Base words are uttered only by the base
And can for such at once be […]
April 8th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia,
Tradução: verso
William Blake
Tradução de Vasco Graça Moura, publicada em Laooconte, rimas várias, andamentos graves (Lisboa: Quetzal Editores, 2005).
tigre, tigre, chama pura
nas brenhas da noite escura,
que olho ou mão imortal cria
tua terrível simetria?
de que abismo ou céu distante
vem tal fogo coruscante?
que asas ousa nesse jogo?
e que mão se atreve ao fogo?
que ombro & arte te armarão
fibra a […]
March 18th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia,
Tradução: verso
Em dezembro de 2006 Ruy Goiaba postou um belo, leve e curto poema de William Carlos Williams, e decidi arriscar uma tradução.
A propósito: isto é uma saxífraga.
A Sort of Song
William Carlos Williams
Let the snake wait under
his weed
and the writing
be of words, slow and quick, sharp
to strike, quiet to wait,
sleepless.
— through metaphor to reconcile
the people and […]
February 21st, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Tradução: verso
Ler W. H. Auden mudou minha vida. Não estou falando do meu gosto literário: mudou a minha vida. Pena que só fui ler em junho de 2003.
Hoje, 21 de fevereiro, Auden completa seu centenário. Como celebração, tributo, homenagem etc. gostaria de oferecer uma tradução que fiz de um de seus poemas, The Fall of Rome. […]
January 6th, 2007 by
Pedro Sette Câmara in
Tradução: verso
Por Geoffrey Hill. Tradução de Pedro Sette Câmara.
Sebastian Arrurruz: 1868-1922
I
Dez anos separados. Que fazer?
Os dias seguem sua marcha, uma rotina
que, clemente, não chega a interessar ninguém.
Como um disciplinado estudioso,
junto os caquinhos, além da conjetura,
perfazendo seqüências de dor pura;
e é justo dar valor à habilidade
fria, assim como às coisas consertadas:
os adeuses que tanto ensaiei e esqueci.
COPLAS
i
“Ninguém […]
December 15th, 2006 by
Pedro Sette Câmara in
Tradução: verso
Sonnet of intimacy
Translation by Elizabeth Bishop
Farm afternoons, there’s much too much blue air.
I go out sometimes, follow the pasture track,
Chewing a blade of sticky grass, chest bare,
In threadbare pajamas of three summers back,
To the little rivulets in the river-bed
For a drink of water, cold and musical,
And if I spot in the brush a glow of […]
December 3rd, 2006 by
Pedro Sette Câmara in
Domingo com poesia,
Tradução: verso
Publicado originalmente em Pequena Morte.
I falchi
Bruno Tolentino
Dicono: ‘lascia stare, anche di loro
ti scorderai, perche è così la vita;
c’è il buio ormai, non c’è più l’ala d’oro,
hai torto di stupirti che sconfitto
cada ogni falco dalla sua altezza…’
Il sogno che sognai dell’infinito
era ancora promessa ed ogni ebbrezza
ad ogni altezza mi sarà rapita,
tutto è troppo mortale, e ben […]