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	<title>Pedro Sette Câmara</title>
	<link>http://pedrosette.com</link>
	<description>Literatura e Tradução</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Mar 2008 18:49:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Há muitos assombros</title>
		<description>Sófocles, trad. Lawrence Flores Pereira. Coro de Antígona, 332-375 

Pollá tá deiná...

Há muitos assombros,
mas nada tão assombroso
quanto o homem. É ele que,
sobre o branco do mar,
por entre os vórtices das vagas,
foge ao tempestuoso vento sul.
E a maior dentre as deusas, a terra
indestrutível e infatigável, ele gasta
indo e vindo o arado ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2008/03/02/ha-muitos-assombros/</link>
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		<title>In passim</title>
		<description>Bruno Tolentino, O mundo como idéia. São Paulo: Globo, 2002. p. 250


Tudo vai-se acabando, tudo passa
do que é ao que era. É tudo mais
ou menos uns vestígios de fumaça
no espaço do que deixas para trás.

E tudo o que deixaste ou deixarás
de manso ou de repente, sem que faça
diferença nenhuma no ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/11/12/in-passim/</link>
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		<title>Amor é um fogo que arde sem se ver</title>
		<description>Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/11/05/amor-e-um-fogo-que-arde-sem-se-ver/</link>
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		<title>Enquanto quis fortuna que tivesse</title>
		<description>Enquanto quis Fortuna que tivesse
esperança de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho co’o tormento,
para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades! Quando lerdes
num breve livro ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/10/28/enquanto-quis-fortuna-que-tivesse/</link>
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		<title>Foge-me pouco a pouco a curta vida</title>
		<description>Luís de Camões

Foge-me pouco a pouco a curta vida,
– se por caso é verdade que inda vivo – ;
vai-se-me o breve tempo d’ante os olhos;
choro pelo passado em quanto falo,
se me passam os dias passo a passo,
vai-se-me enfim a idade, e fica a pena.

Que maneira tão áspera de pena!
Que nunca ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/10/21/foge-me-pouco-a-pouco-a-curta-vida/</link>
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		<title>Vai fermosa e não segura</title>
		<description>Luís de Camões

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
vai fermosa e não segura.

Leva na cabeça o pote,
o testo nas mãos de prata,
cinta de fina escarlata,
sainho de chamelote;
traz a vasquinha de cote,
mais branca que a neve pura;
vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
cabelos de ouro o trançado,
fita de cor ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/10/14/vai-fermosa-e-nao-segura/</link>
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		<title>Um mover d&#8217;olhos, brando e piedoso</title>
		<description>Luiz de Camões

Um mover d’olhos, brando e piedoso,
sem ver de quê; um riso brando e honesto,
quase forçado; um doce e humilde gesto,
de qualquer alegria duvidoso;

um despejo quieto e vergonhoso;
um repouso gravíssimo e modesto;
uma pura bondade, manifesto
indício da alma, limpo e gracioso;

um encolhido ousar, uma brandura;
um medo sem ter culpa; um ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/10/07/um-mover-dolhos-brando-e-piedoso/</link>
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		<title>Os bons sempre vi passar</title>
		<description>Luís de Camões

Os bons sempre vi passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m’ espantar,
os maus sempre vi nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau; mas fui castigado.
Assim que só para mim
anda o mundo concertado.



Leitura e comentário: 3m56s
[audio:osbons.mp3]


Na semana passada completei 40 domingos com poesia, e aproveito ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/09/30/os-bons-sempre-vi-passar/</link>
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		<title>O rio</title>
		<description>Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira.

Ser como o rio que deflui
silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas no céu, refleti-las.

E se os céus se pejam de nuvens,
como o rio as nuvens são água,
refleti-las também sem mágoa,
nas profundidades tranqüilas.



Leitura e comentário: 1m40s
[audio:orio.mp3]





Este é um dos poemas de ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/09/23/o-rio/</link>
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		<title>Cães a ladrar, que o caçador atiça</title>
		<description>Dante Alighieri / Tradução de Jorge Wanderley

Sonar bracchetti, e cacciatori aizzare...

Cães a ladrar, que o caçador atiça,
lebres largando, todo mundo aos gritos,
e o galgo que à coleira vai restrito
e escapa e por declives se encarniça,

são alegria, creio, que enfeitiça
o coração que é livre e sem conflito!
Mas eu, pensando amores, vou ...</description>
		<link>http://pedrosette.com/2007/09/16/caes-a-ladrar-que-o-cacador-atica/</link>
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